QUANTAS VEZES POSSO ALIMENTAR OS PEIXES

O lago ornamental pode ser considerado um sistema fechado de recirculação, portanto, os peixes não têm acesso aos alimentos provindos da natureza. Por isso, devemos adquirir rações específicas utilizadas para sua alimentação e balanceadas de acordo com a necessidade de cada espécie.

Para escolher uma boa ração, temos que considerar os componentes nutricionais que são utilizados, o seu tamanho e a flutuabilidade dos grãos. A produção de rações fareladas e extrusadas predominam o mercado e são vendidas em embalagens ou potes. O processamento da ração serve para melhorar o valor nutritivo, a aceitação e a digestão dos peixes.

As rações fareladas possuem uma mistura homogênea de ingredientes moídos para fase inicial dos peixes. Este tipo de processamento facilita a separação dos ingredientes na dieta e possibilita a seletividade pelas larvas e alevinos, o que acarreta em menor ganho de peso. Além disso, o tamanho das partículas precisam ser adaptadas ao tamanho da boca do peixe.

Já as rações extrusadas (sticks) são as mais indicadas na formulação de dieta para os peixes ornamentais adultos e ganho de peso dos animais. Os ingredientes são submetidos à umidade, alta pressão, temperatura elevada e a expansão na mistura dos ingredientes melhorando a digestibilidade do amido, proteína e lipídeo. Os grãos dessas rações apresentam em sua área interna bolhas de ar que permitem flutuar na água.

Uma boa ração deve ter boa flutuação na água, pois os peixes de lagos como as carpas, por exemplo, tem o hábito de comer na superfície e dificilmente vão aproveitar grãos que afundem. Outro ponto importante é o tamanho da ração, que deve ser ideal ao tamanho dos peixes, para que eles não tenham dificuldade na hora de comer. Essas rações devem conter alta aceitação, minimizando o desperdício e fazendo com que a água do lago permaneça sempre limpa.

Temos que ficar atentos as rações de má qualidade, pois contém quantidades significativas de carboidratos e gorduras, principalmente de origem animal, que não serão digeridas e podem acelerar a incidência de amônia na água que é muito tóxico aos peixes.

Para mante-los sempre saudáveis é preciso compreender aspectos básicos relacionados à alimentação para cada fase e espécie. Os peixes precisam de dietas contendo níveis adequados de vitaminas, proteínas, minerais e gordura. A qualidade, quantidade e frequência são quesitos importantes a serem considerados na alimentação diária.

No Brasil o clima é tropical, muito quente em algumas regiões e muito frio em outras. No mercado brasileiro a grande maioria das rações para as carpas não separa as subdivisões de estações do ano, como na Europa, já que a maioria dos lagos ornamentais aqui no País encontram-se em regiões mais quentes.

Os peixes ornamentais são pecilotérmicos, ou seja, animais de sangue frio com fontes de energias adaptados às mudanças na temperatura da água. As carpas praticamente param de alimentar-se quando a temperatura da água atinge 5°C ou menos. Nessas condições seu metabolismo é reduzido a um nível de hibernação em algumas cidades do sul. Os peixes sobrevivem usando seus depósitos de gordura e proteína até a temperatura da água subir novamente.

No inverno as carpas costumam estar menos ativas, por isso basta alimenta-las uma vez por dia, sem exageros. A necessidade diária de energia praticamente dobra quando a temperatura da água aumenta de 10°C para 20°C. Esta é uma consideração importante ao planejar a alimentação dos peixes durante as diferentes estações do ano.

Já no verão, quando os peixes encontram-se mais agitados, é possível alimentar pelo menos duas vezes ao dia. Se a comida não for consumida de 5 a 10 minutos, é sinal que você está exagerando na quantidade. Dessa forma, será possível controlar a quantidade de comida que está sendo inserida na água.

Para alimentação das carpas ornamentais sempre utilize uma ração específica de qualidade. Mantenha uma dieta saudável na proporção equilibrada dos ingredientes, balanceadas de acordo com a exigência e fase da vida do peixe, adaptados às necessidades da espécie, possuindo componentes que ajudam a melhorar sua coloração e prevenindo o surgimento de enfermidades.

Os peixes onívoros consomem alimentos de origem vegetal e animal. Os peixes herbívoros como as carpas alimentam-se, preferencialmente, com proteína de origem vegetal. Os carnívoros são os peixes de alimentação de origem animal, pois necessitam maior quantidade de proteína. Já os peixes herbívoros e onívoros não possuem tanta exigência por proteína, dessa forma, conseguem aproveitar uma maior diversidade de alimentos.

Nas pisciculturas, estudos mostram que a taxa de crescimento dos peixes adultos variam de 2% a 3% da biomassa por dia. Já os alevinos e juvenis podemos considerar de 4% a 5 % do peso vivo por dia. Por exemplo, em um lago com 8 carpas de 1,5 Kg cada teremos 12 Kg de biomassa (peso vivo). Com taxa de crescimento de 3%, esses peixes precisarão comer 360 gramas de ração por dia. Essa conta fica assim: PV x 3%, então 12Kg x 3% = 0,360Kg de ração por dia.

As rações para engorda utilizadas em pisciculturas, as porcentagens dos níveis nutricionais são completamente diferentes em relação as rações extrusadas para peixes ornamentais de lagos. A alimentação em lagos ornamentais a quantidade, qualidade e frequência é outra, pois temos que levar em consideração os elementos e valores nutricionais para a dieta equilibrada dos nossos peixes.

Mostramos no curso Mestre dos Lagos os tipos de rações e todos os detalhes para cada fase de vida do peixe, com seus valores nutricionais adaptados as suas necessidades. Para adquirir o curso de lagos ornamentais e manter-se sempre informado sobre o universo do laguismo, acesse nosso site www.mestredoslagos.com.br.

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